TESTOSTERONA E DIABETES

Na fisiopatologia da inflamação, a testosterona (andrógeno), têm ganhado cada vez mais importância clínica, e isto é devido a ação benéfica em múltiplos mecanismos que envolvem vias de sinalização celular, molecular, imunológica, e modulação de diferentes fatores bioquímicos, reduzindo significantemente os níveis inflamatórios. Existe uma associação bastante frequente entre doenças inflamatórias, com ou sem uso de corticóides associados, e hipogonadismo, documentando que doentes têm maior risco de hipogonadismo, e indivíduos não-doentes porém hipogonádicos têm maior risco de doenças posteriores. Em pacientes diabéticos, assim como em outros pacientes com múltiplas doenças que cursam com uma base inflamatória, a suplementação de testosterona já foi largamente estudada, abrangendo desde estudos epidemiológicos até estudos randomizados controlados. Nestes, após a suplementação de testosterona em diabéticos hipogonádicos, houve significante queda de concentração de ácidos graxos livres, proteina C reativa, interleucina 1beta, fator de necrose tumoral (TNF) alfa, e leptina, associado a perda de peso, melhora de controle glicêmico, da função endotelial, função sexual, e redução de mortalidade. Por fim, devido a alta relevância clínica e documentação científica adequada, a avaliação do status androgênico (níveis de testosterona), é medida racional em diabéticos e em outras doenças com base inflamatória. (Ref. no 1o )

MÉDICO LUCAS CASERI

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